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Ansiedade

Por que a ansiedade é mais comum nas mulheres?

Diversos estudos mostram que os transtornos de ansiedade são mais frequentes em mulheres do que em homens. Essa diferença não acontece por um único motivo, mas pela combinação de fatores biológicos, psicológicos e sociais ao longo da vida.

Emili Pacheco
Psicóloga Clínica · CRP 18/8303 · 3 de agosto de 2026

As mulheres realmente apresentam mais ansiedade?

Sim. Pesquisas realizadas no Brasil mostram que os transtornos de ansiedade são mais frequentes entre mulheres. Em um estudo de base populacional com adultos jovens, a prevalência foi de 32,5% entre mulheres, enquanto entre os homens foi de 21,3%. Esses resultados reforçam que a ansiedade é um problema comum e merece atenção, principalmente na saúde da mulher.

Mas isso não significa que as mulheres sejam mais frágeis ou menos capazes de lidar com os desafios da vida.

O que explica essa diferença?

Não existe uma única resposta.

Os pesquisadores apontam que essa maior frequência é resultado da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais.

Ao longo da vida, a mulher passa por mudanças hormonais importantes, como as que ocorrem durante o ciclo menstrual, a gestação, o pós-parto e a menopausa. Essas fases podem influenciar o funcionamento emocional e tornar algumas mulheres mais vulneráveis aos sintomas ansiosos.

Além disso, muitas mulheres acumulam diferentes responsabilidades ao mesmo tempo.

É comum conciliar trabalho, estudos, cuidados com a casa, maternidade, relacionamentos e preocupações com familiares. Essa sobrecarga, quando se mantém por muito tempo, pode aumentar os níveis de estresse e favorecer o desenvolvimento da ansiedade.

A ansiedade não acontece apenas por causa dos hormônios

É importante lembrar que a ansiedade não pode ser explicada apenas pelas alterações hormonais.

Experiências de vida, pressão social, violência, dificuldades financeiras, falta de apoio e acontecimentos estressantes também influenciam a saúde mental.

Cada mulher tem uma história diferente, e compreender esse contexto é essencial para um tratamento realmente individualizado.

Existe tratamento?

Sim.

A ansiedade tem tratamento, e a psicoterapia é uma das principais formas de cuidado. Durante o acompanhamento psicológico, é possível compreender os fatores que contribuem para os sintomas, desenvolver estratégias para lidar com eles e construir uma relação mais saudável com as próprias emoções.

Pedir ajuda não significa fraqueza. Significa reconhecer que você merece viver com mais tranquilidade e qualidade de vida.


Referências

COSTA, Camilla Oleiro da et al. Prevalência de ansiedade e fatores associados em adultos. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p. 92-100, 2019. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpsiq/a/PSrDy4ZFSGDCzNgJfJwVRxz/. Acesso em: 3 ago. 2026.

SANTOS-SOUZA, Maria Heloísa; SILVA-FERRAZ, Brenda Fernanda Pereira da; FARO, André. Vulnerabilidade da mulher à ansiedade na pandemia da COVID-19: revisão sistemática. PSI UNISC, Santa Cruz do Sul, v. 8, n. 3, 2024. Disponível em: https://seer.unisc.br/index.php/psi/article/view/19439. Acesso em: 3 ago. 2026.

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