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Ansiedade

Crise de ansiedade: o que fazer na hora?

Uma crise de ansiedade pode ser intensa e assustadora, mas ela passa. Entender o que está acontecendo com o seu corpo e saber como agir pode ajudar a reduzir o sofrimento e recuperar a sensação de segurança.

Emili Pacheco
Psicóloga Clínica · CRP 18/8303 · 30 de julho de 2026

O que é uma crise de ansiedade?

Quem já passou por uma crise de ansiedade costuma descrevê-la como a sensação de que algo muito ruim está prestes a acontecer. O coração acelera, a respiração muda, o corpo entra em estado de alerta e a mente parece perder o controle.

Embora seja uma experiência extremamente desconfortável, a crise de ansiedade não significa, necessariamente, que exista um perigo real naquele momento. Ela acontece porque o organismo ativa o sistema de "luta ou fuga", liberando uma série de respostas físicas para proteger você, mesmo quando não há uma ameaça concreta.


Quais são os sintomas?

Cada pessoa pode vivenciar uma crise de maneira diferente, mas alguns sintomas são bastante comuns:

Esses sintomas costumam atingir seu pico em poucos minutos e, apesar de serem muito intensos, tendem a diminuir gradualmente.


O que fazer durante uma crise?

O primeiro passo é lembrar que, por mais assustadora que seja, a crise é passageira.

Em seguida, procure respirar mais lentamente, inspirando pelo nariz e soltando o ar de forma calma. Essa estratégia ajuda a reduzir a hiperventilação, que muitas vezes intensifica sintomas como tontura, formigamento e sensação de falta de ar.

Também pode ajudar:

Quanto mais você tenta "fazer a crise desaparecer", maior pode ser a sensação de perda de controle. Em muitos casos, acolher o momento e permitir que ele siga seu curso reduz sua intensidade.


O que evitar?

Durante uma crise, é comum pensar que você está tendo um infarto ou que algo grave está acontecendo.

Apesar de alguns sintomas serem parecidos, quando a causa é uma crise de ansiedade eles costumam diminuir conforme o organismo se acalma. Ainda assim, se for a primeira vez que você apresenta dor no peito intensa, falta de ar importante ou sintomas diferentes do habitual, procure atendimento médico para descartar outras condições clínicas.

Também evite:


Quando procurar ajuda?

Se as crises estão se tornando frequentes, fazem você evitar lugares, prejudicam seu trabalho, seus estudos ou seus relacionamentos, é importante buscar ajuda profissional.

A psicoterapia ajuda a compreender os gatilhos da ansiedade, desenvolver novas formas de enfrentamento e reduzir a frequência e a intensidade das crises. Em alguns casos, a avaliação médica também pode ser necessária para definir se existe indicação de tratamento medicamentoso.


Você não precisa enfrentar isso sozinho

Ter uma crise de ansiedade não significa que você é fraco ou que perdeu o controle da sua vida. Significa apenas que seu organismo entrou em um estado de alerta intenso.

Com o tratamento adequado, é possível compreender o que desencadeia essas crises, aprender estratégias para lidar com elas e recuperar sua qualidade de vida.


Referências

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE PSIQUIATRIA. Transtorno do pânico: diagnóstico e tratamento. Revista de Psiquiatria do Rio Grande do Sul.

BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de Cuidado dos Transtornos de Ansiedade no Adulto: Manejo Inicial – Situações Agudas.

BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de Cuidado dos Transtornos de Ansiedade no Adulto: Manejo Inicial/Conduta na Atenção Primária.

BRASIL. Ministério da Saúde. Linha de Cuidado dos Transtornos de Ansiedade no Adulto: Avaliação e Conduta em Serviços de Emergência.

DSM-5-TR. Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais. American Psychiatric Association.

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