Ansiedade pode causar falta de ar, tontura e dor no peito?
Falta de ar, tontura e dor no peito podem assustar e fazer muitas pessoas acreditarem que estão com um problema grave de saúde. Embora esses sintomas possam estar relacionados à ansiedade, é importante entender quando eles fazem parte de uma crise e quando exigem avaliação médica.

Sim, a ansiedade pode provocar sintomas físicos
Quando sentimos ansiedade, nosso organismo entra em estado de alerta. É como se o cérebro entendesse que existe uma ameaça e preparasse o corpo para reagir rapidamente.
Nesse momento, a frequência cardíaca aumenta, a respiração fica mais acelerada e diversos músculos permanecem contraídos. Essas alterações são naturais e fazem parte da resposta do organismo ao estresse e à ansiedade (NARDI et al., 2007).
Por que sinto falta de ar?
Durante uma crise de ansiedade, muitas pessoas começam a respirar de forma rápida e superficial. Esse padrão respiratório pode provocar a sensação de que o ar não é suficiente, mesmo quando os pulmões estão funcionando normalmente.
Além da falta de ar, a respiração acelerada pode causar tontura, formigamentos, sensação de cabeça leve e até aperto no peito. Isso acontece porque a hiperventilação altera temporariamente o equilíbrio dos gases no sangue, intensificando esses sintomas (NARDI et al., 2004).
E a dor no peito?
A dor no peito é um dos sintomas que mais gera medo durante uma crise de ansiedade.
Isso acontece porque ela pode ser acompanhada de palpitações, falta de ar e da sensação de que algo muito grave está acontecendo. Estudos mostram que muitas pessoas procuram serviços de emergência acreditando estar tendo um infarto, quando, após avaliação médica, os sintomas estão relacionados ao transtorno do pânico (NARDI et al., 2007).
Apesar disso, é importante lembrar que nem toda dor no peito é ansiedade. Se o sintoma for intenso, diferente do habitual ou surgir pela primeira vez, procure atendimento médico para descartar outras causas.
Quando procurar ajuda?
Se episódios de falta de ar, tontura ou dor no peito acontecem com frequência e começam a limitar sua rotina, é importante buscar ajuda profissional.
A psicoterapia pode auxiliar na identificação dos gatilhos da ansiedade, na compreensão dos sintomas e no desenvolvimento de estratégias para reduzir sua intensidade e frequência.
Você não precisa conviver com o medo constante de que uma nova crise aconteça. Com tratamento adequado, é possível recuperar a sensação de segurança e qualidade de vida.
Referências
NARDI, Antonio Egidio et al. Dor torácica no transtorno de pânico: sintoma somático ou manifestação de doença arterial coronariana? Archives of Clinical Psychiatry (São Paulo), São Paulo, v. 34, n. 2, p. 92–96, 2007. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rpc/a/r5k3KscdvMMpQZ5y4Qz3D9m/. Acesso em: 3 ago. 2026.
NARDI, Antonio Egidio et al. Manifestações respiratórias do transtorno de pânico: causas, consequências e implicações terapêuticas. Jornal Brasileiro de Pneumologia. Disponível em: https://www.scielo.br/j/jbpneu/a/n9MHhWBxVcc5QK3jpBTgQpP/. Acesso em: 3 ago. 2026.
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