Ansiedade pode causar enjoo?
Sentir enjoo antes de uma reunião, de uma prova ou em momentos de muita preocupação é mais comum do que parece. Descubra por que a ansiedade pode afetar o estômago e quando é importante procurar ajuda.

Sim, a ansiedade pode causar enjoo
Você já percebeu que, quando está muito nervosa, seu estômago parece "embrulhar"?
Essa sensação não é apenas impressão. O cérebro e o sistema digestivo estão constantemente em comunicação por meio do chamado eixo cérebro-intestino. Por isso, quando a ansiedade aumenta, o funcionamento do estômago também pode ser afetado.
Por que isso acontece?
Quando o organismo entra em estado de alerta, ele direciona energia para lidar com a ameaça percebida.
Como consequência, a digestão pode ficar mais lenta e ocorrer alterações na movimentação do trato gastrointestinal. Algumas pessoas sentem enjoo, perda de apetite ou sensação de estômago pesado. Outras podem apresentar dor abdominal ou até episódios de vômito em situações de ansiedade intensa (SANTOS; FARIA, 2020).
O enjoo é psicológico?
Não.
O enjoo é um sintoma físico e acontece porque o organismo responde às emoções por meio de alterações no funcionamento do sistema digestivo.
Isso significa que o sintoma é real, mesmo quando não existe uma doença no estômago causando o problema.
Quando devo procurar um médico?
Embora a ansiedade possa provocar enjoo, é importante investigar outras causas quando o sintoma é persistente, aparece sem relação com situações de estresse, é acompanhado de perda de peso, vômitos frequentes, sangue ou dor intensa.
Uma avaliação médica ajuda a descartar problemas gastrointestinais e outras condições clínicas.
Como a psicoterapia pode ajudar?
Quando o enjoo está relacionado à ansiedade, tratar apenas o sintoma costuma trazer um alívio temporário.
Na psicoterapia, buscamos compreender quais situações despertam essa resposta do organismo e desenvolver estratégias para reduzir a ansiedade de forma mais duradoura.
Ao aprender novas formas de lidar com o estresse, muitas pessoas percebem que os sintomas físicos também diminuem.
Você não precisa viver evitando situações por medo de passar mal. Com o tratamento adequado, é possível recuperar sua qualidade de vida.
Referências
SANTOS, Juliana Pereira dos; FARIA, João Guilherme Bezerra Alves. A relação entre ansiedade e síndrome do intestino irritável: uma revisão integrativa. Revista Eletrônica Acervo Saúde, 2020.
TRINDADE, Eloá de Sousa et al. Relação entre transtornos de ansiedade e sintomas gastrointestinais: revisão da literatura. Revista Brasileira de Saúde Funcional, 2021.
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